‘EFEITO OI’: Brasil pode ter onda de pedidos de recuperação judicial

Diferenciais

A busca constante pela excelência, celeridade e transparência em sua atuação são marcas indeléveis das atividades da F. Rezende Consultoria como Administradora Judicial.

Somente nos primeiros cinco meses deste ano, os pedidos de recuperação judicial foram quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado

 

Na semana passada, a Oi protocolou o maior pedido de recuperação judicial já visto no Brasil. A empresa tomou a decisão após não conseguir renegociar sua dívida junto a credores, atualmente em R$ 65 bilhões.

Segundo economistas ouvidos pelo jornal El País, a situação da Oi não é um caso isolado. De acordo com dados da Serasa Experian, somente nos primeiros cinco meses deste ano, os pedidos de recuperação judicial foram 95,1% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. Ou seja, quase o dobro. Entre os casos mais críticos estão a Gol, a Usiminas e a CSN.

A recessão na economia e a alta do dólar afetou a demanda de passageiros da Gol e fez a empresa ter um prejuízo de R$ 3,5 bilhões no ano passado. A empresa já acumula R$ 14,5 bilhões em dívida líquida ajustada, que representa o total dos empréstimos, financiamentos, obrigações com aquisição e antecipações de valores descontados do saldo de caixa. Diante da crise, a Gol contratou duas consultoras para analisar a situação financeira, cortou destinos e vai retirar 20 aviões de sua frota este ano.

Já a CSN e a Usiminas estão sendo afetadas pela redução da demanda interna, a desaceleração da China (que é o maior mercado do aço brasileiro) e o excesso da oferta global de aço, que fez despencar o preço do metal. No caso da Usiminas, a desvalorização do real também tem parte na crise. Isso porque quase metade da dívida da empresa é em moeda estrangeira. A dívida líquida da Usiminas chegou a R$ 5,5 bilhões em março deste ano.

Economistas alertam para o risco de “efeito Oi”, ou seja, um aumento generalizado nos pedidos de recuperação judicial. Segundo Ricardo Carvalho, diretor sênior da Fitch, o atual número de empresas sob o risco de não honrar suas dívidas é o maior já observado na última década.

“Há uma perda de fuga de caixa forte. As razões são simples: há uma forte piora do ambiente de negócios, uma demanda retraída, queda de renda, preço baixo das commodities, alta taxa de juros, sem perspectiva de investimentos”, disse Carvalho, em entrevista ao El País.

 

https://opiniaoenoticia.com.br/brasil/brasil-pode-ter-onda-de-pedidos-de-recuperacao-judicial/

Você pode usar as seguintes tags HTML em seu comentário: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>